quinta-feira, 2 de maio de 2019

Educação e as novas tecnologias


As novas tecnologias são frutos do desenvolvimento científico que vem construindo uma segunda natureza com novos elementos culturais, diferentes linguagens, através da interatividade, formando comunidades virtuais. Nesse contexto os processos educacionais não podem ficar alienados. Pois a união entre os meios de comunicação e os computadores está revolucionando a educação e, cada vez mais, as tecnologias estão influenciando as ações pedagógicas que colocam o corpo docente diante do desafio de refletir sobre os paradigmas a respeito da educação, assim como de perder a insegurança em relação ao contato com essas ferramentas.
Assim é perceptível, quanto os educando demonstram interagir com as redes sociais e mídias sociais. Acredito que o aprofundamento nos conhecimentos tecnológicos por parte dos docentes, possibilitará novos instrumentos no desenvolvimento das atividades em sala de aula; pois podem agregar o capital de conhecimentos que os estudantes possuem, na relação com as novas tecnologias adquiridas pelos mesmos. Tendo em vista os avanços tecnológicos, os quais a educação tem dificuldades de acompanhar, percebo a importância do desenvolvimento de atividades, envolvendo ferramentas tecnológicas, para o ensino-aprendizagem dos educando.
Por exemplo; um instrumento tecnológico pode ser considerado educacional, quando adequadamente é utilizado em uma relação de ensino-aprendizagem, principalmente distinguido no seu desenvolvimento fundamentado em uma teoria de aprendizagem, correspondendo à capacidade em que um discente tem de construir com autonomia o conhecimento sobre determinado assunto.



Análise do Sistema Nacional de Educação


Sobre o conceito de sistema vale salientar que é o produto da ação sistematizada, ou seja, da capacidade humana de agir visando alcançar determinado objetivo, utilizando um método, a fim de organizar, arranjar, sistematizar as tarefas, nesse sentido; em italiano o verbo sistemare, que significa arrumar, pôr as coisas em ordem, ordenar elementos formando um conjunto. Assim o sistema educacional é consequência da educação sistematizada.
A primeira iniciativa de organizarmos um Sistema Nacional de Educação no Brasil ocorreu na década de 1930, com o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova e com a Constituição Federal de 1934, que inscreveu a exigência de fixação desse sistema, pela União, das diretrizes da educação nacional e a formulação do Plano Nacional de Educação. Porém, essa oportunidade foi perdida com surgimento do Estado Novo.
Nova oportunidade se abriu com a Constituição Federal de 1946, a qual reforçou a exigência de fixação, por parte da União, das diretrizes e bases da educação nacional. Entretanto, no projeto genuíno, a questão da organização do Sistema Nacional de Educação não foi garantida, tendo em vista à assimilação, feita pelos próprios renovadores, do sistema nacional por causa da centralização do ensino.
A terceira possibilidade nos foi dada pela elaboração da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em consequência da atual Constituição Federal, promulgada em 5/10/1988. Dessa vez, a organização do Sistema Nacional de Educação foi inviabilizada pela interferência governamental, que preferiu uma LDB minimalista para não comprometer sua política educacional.
Analisando o contexto histórica da criação do sistema educacional, fica patente que a noção de sistema faz referencia as partes constitutivas do que ao todo.    

 “Daí expressões como “sistema de ensino fundamental”, “sistema de ensino médio”, “sistema de ensino profissional”, “sistema de educação básica”, “sistema de ensino superior”, “sistema escolar”, “sistema estadual de ensino”, “sistema municipal de ensino”, “sistema federal de ensino”, “sistema de ensino comercial (industrial, agrícola)” etc.” ( SALVIANI, 2010).

Como se existissem vários sistemas, porém somente é um sistema, “o educacional”. O sistema educacional tem a caraterística de ser público e universal, pois estabelece normas a serem cumpridas pelas instituições educacionais, tanto publicas, quanto privadas.
 A pesar do Brasil ser formado por estados federativos, o sistema educacional engloba a educação no geral, com base na  Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que a União regulamenta as normas educacionais, obrigando  todas as esferas: Estadual e Municipal a cumprir suas determinações, ainda que os estados tenha alguma autonomia, algo que para os municípios é mais restrito. Porém os municípios é quem estão mais em contato com a realidade concreta da educação, pois é lá que os processos educacionais acontecem na prática, isso da maior possibilidade a eles empregarem ações mais efetivas em benefícios da educação, a partir de melhores condições de trabalho aos profissionais da educação. 
No sistema educacional deve haver um regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, tendo como finalidade proporcionar uma educação de qualidade a população. Esses entes federativos terão representantes nas secretarias, nos conselhos estadual e municipal de educação. Assim, a educação conforme a Constituição Federal e a LD  B tem como objetivo; o pleno desenvolvimento da pessoa humana, o prepara para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. Portanto esses diversos níveis de ensino nas esferas estadual e municipal coordenados pela União é que compõem o Sistema Educacional.                

REFERÊNCIA

SALVIANI, Dermeval. Sistema Nacional de Educação articulado ao Plano Nacional de Educação. Revista Brasileira de Educação v. 15 n. 44 maio/ago. 2010.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

O direito como objeto de estudo da filosofia


O direito juspositivista, sendo aquele em que o Poder é imposto pelo Estado como a norma a ser obedecida, é uma espécie de direito objetivo no qual o Estado é o instrumento de execução dessa norma, sem levar em conta as especificidades, ou seja, a subjetividade no que tange ao jurista no julgar de uma matéria.
O juspositivismo contemporâneo é dividido em três vertentes:
O juspositivismo restrito, o qual prioriza imposição do Poder do Estado de forma técnica e cientifica.
O juspositivismo mais moderado: nesse caso além do caráter técnico da norma, considera também os fatos e os valores, tendo como expoente brasileiro, o jurista Miguel Reale.
O juspositismo ético: essa corrente, atenta para as questões mais humanas, éticas, na qual o direito não pode se isentar.
Na história do Direito pode-se remontar desde o período da escravidão em que o Poder era imposto pelo Senhor de escravo, nessa época não precisava necessariamente de uma norma do direito, pois o Poder era exercido pela força.
No período da idade média, o Poder era imposto pela condição do senhor feudal perante o servo, ou seja, o senhor feudal nasci senhor para mandar, e o servo nasci servo para obedecer, há nesse contexto uma estabilidade no estabelecimento do direito imposto pela condição do existir de cada um dos sujeitos.
No período da revolução industrial: Os críticos veem o direito como um instrumento de manutenção a exploração capitalista, segundo esses, o próprio reconhecimento do trabalhador como sujeito de direito, através de um contrato de trabalho com patrão, dá a ideia de igualdade de condições, o que de acordo com eles não existe essa igualdade.
Vale ressaltar que não existe propriamente uma filosofia do direito, posto que o direito seja um dos vários objetos de estudo da filosofia, tais como a economia, a medicina, as artes etc.






segunda-feira, 29 de abril de 2019

Visões Filosóficas




 Os pré-socráticos tinha uma visão cosmológica, ou seja, buscavam o conhecimento do mundo, através do estudo das coisas. Visão na qual Aristóteles também compartilhava, visto que os mesmos não tinham a concepção moderna do antropocentrismo; em que o homem é o centro das coisas. Apesar de que em um dado momento histórico, os gregos também conceberam em certo sentido essa visão antropológica, porém não com Aristóteles.
No modo absoluto para filósofos tradicionais, o essencial é a busca da verdade das coisas, pois existe uma verdade absoluto universal, na qual todos os homens estão naturalmente submetidos, assim como um direito natural, uma lei natural, que os homens não podem infringir.      
Górgias, um dos maiores oradores da antiguidade, foi responsável pela expressão de máximo ceticismo do relativismo Pitagórico, formulada em três teses básicas: "nada existe, se existisse não poderia ser conhecido, se fosse conhecido não poderia ser comunicado", que o levou à conclusão de que os filósofos cosmológicos produziram teses tão contraditórias em relação à existência do ser que acabaram afirmando o contrário, ou seja, a existência do não-ser, isto é, do nada. Sendo assim, segundo ele, não existe um conhecimento certo das coisas. Ele se preocupou apenas em mostrar o poder da palavra, não como expressão da verdade, mas como força de persuasão, pois, para ele, um bom orador é aquele capaz de convencer qualquer pessoa sobre qualquer coisa.
Logo, quebrando o tradicionalismo e o caráter absoluto das coisas, os sofistas estabeleceram a relativização da verdade. E, distanciando-se de tais coisas, conceitos absolutos, passaram a difundir seus conhecimentos retóricos preparando os jovens, dinamizando seus auditórios, fornecendo instrumentos oratórios para o cuidado das próprias causas e fornecendo técnicas aos que pretendiam alcançar funções públicas notáveis.



A matemática na vida

A matemática surgiu do cotidiano, em situações muito concretas. Ela surgiu para medir terras, entre os egípcios; para controlar os estoques no comércio, entre os árabes, enfim, ela é desenvolvida a partir de situações muito práticas. Nesse sentido a matemática é uma forma de organizar as informações do dia-a-dia, do mundo, organizar o conjunto de dados. Desse modo podemos explorar assuntos como o lixo a reciclagem, a partir justamente das coisas que a gente vê, das coisas com que todo mundo lida. Por exemplo, uma criança norte-americana, consome e polui 50 vezes o equivalente a uma criança brasileira. Dessa forma ao compararmos o padrão de vida americano e brasileiro é possível com uma informação de proporcionalidade, de um para 50, fazermos uma leitura de conotação sócio-política.
Outro aspecto, na qual a matemática pode contribuir, é nas questões que dizem respeito às grandes quantidades. Por exemplo, uma cidade produz 200 ou mil caminhões de lixo. Mesmo que não tenhamos a idéia exata do que sejam mil caminhos de lixo. Mas quando transformamos isto em quilos ou se fossem enfileirados, até onde iriam estes caminhões? Se tivermos de colocar isto num aterro sanitário, qual seria a área necessária para despejar tudo isto? Desse modo a problemática do lixo pode ser trabalhada com a ferramenta da matemática através de situações muito concretas. Assim o papel do professor é descomplicar a matemática, ou seja, torná-la simples palpável para o aluno.
O mundo da matemática é muito amplo pode ser trabalhado de diversas maneiras, assuntos como estimativas, porcentagens, sistemas de medidas, conversões, custos, volumes, tabulações, trabalhos de grupo, divulgação, debates intercâmbio, multiplicações e divisões, experimentos físicos, problemas sócio-ambientais, ecológicos e indicadores sociais. Neste sentido é preciso que o professor pesquise, descubra, pense novas alternativas para a transmissão dos conhecimentos matemáticos. Uma pergunta que pode surgir com professores e alunos. Por que devemos aprender os conhecimentos matemáticos? Por sua própria universalidade como linguagem, por suas possibilidades de quantificar, interpretar e fornecer instrumentos de previsão do comportamento dos fenômenos naturais do mundo físico e social, a Matemática está presente em toda atividade humana.
Em relação à matemática, esta não pode ser definida em poucas palavras, sua característica principal é o aspecto da formalidade do seu conhecimento, ou seja, para chegar aos resultados objetivos da solução de seus problemas é necessária a utilização de um sistema formal padrão, da qual suas teorias são compostas. Sobre os conteúdos, é relevante que o professor antes de expor o aluno aos conteúdos matemáticos analise os níveis de aprendizagem de seus alunos, para melhor selecionar esses conteúdos a fim de que esses possam ter uma melhor assimilação; e não ficar restrito apenas ao resultado final.